Implementar um planejamento tributário avançado não é mais opcional para as empresas que desejam operar com segurança e eficiência fiscal.
Em 2025, o cenário tributário brasileiro se encontra em transição, com reformas, novas exigências e maior fiscalização — o que torna imprescindível adotar estratégias sólidas para reduzir riscos e custos.
A seguir, vamos ver como estruturar esse planejamento, quais alavancas utilizar e como a consultoria especializada pode ser um diferencial competitivo.
Por que investir em um planejamento tributário avançado?
Num ambiente em que a carga tributária brasileira é elevada, adotar um planejamento tributário avançado permite às empresas melhorar sua eficiência, antecipar mudanças e proteger-se de penalidades.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), empresas que adotam práticas fiscais eficazes podem reduzir legalmente entre 8% e 20% da carga tributária anual.
Além disso, com a entrada em curso da nova Emenda Constitucional nº 132/2023 e da Lei Complementar nº 214/2025 — que regulam os novos instrumentos da Reforma Tributária —, o contador e o gestor fiscal devem se antecipar a vários fatores que poderão afetar significativamente as operações da empresa.
Em suma: um planejamento tributário avançado entra como peça central da governança empresarial, diminuindo a vulnerabilidade e liberando capital para investimentos.
Panorama da Reforma Tributária e impacto estratégico

Mudanças normativas e operacionais
A Reforma Tributária brasileira introduz duas principais alavancas:
- O CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços (federal) e o IBS – Imposto sobre Bens e Serviços (estadual/municipal) como substitutos gradativos de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.
- A definição de novos parâmetros como base de cálculo, local da operação (destino), responsabilização tributária, e maior exigência de escrituração.
Oportunidades e riscos
Para quem antecipar, o planejamento tributário avançado abre oportunidades como:
- Reestruturação de modelo de negócios para aproveitar benefícios fiscais ou regimes mais adequados.
- Automatização e revisão de processos fiscais para evitar multas e erros de apuração.
- Proteção contra a volatilidade regulatória no período de transição.
Por outro lado, os riscos incluem:
- Perda de créditos acumulados se não houver controle da transição.
- Aumento da carga tributária caso a empresa permaneça em regimes inadequados ou sem revisão.
- Penalidades por falhas em obrigações acessórias ou por não adaptação aos novos critérios.
Fases do planejamento tributário avançado: como estruturar?
1. Diagnóstico e análise do ambiente
Neste passo inicial, a empresa faz levantamento completo de sua estrutura tributária, planejamento financeiro e fiscal.
- Verificar regime tributário atual (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real).
- Analisar operações interestaduais, cadeias de valor, contratos e modelos de faturamento.
- Avaliar os incentivos fiscais existentes e verificar se estão sendo aproveitados ou se há oportunidades de novos.
2. Simulação de cenários e regimes
Com base no diagnóstico, o planejamento tributário avançado contempla a modelagem de cenários alternativos:
- Simular regimes tributários diferentes para verificar qual gera menor custo fiscal.
- Testar o impacto das mudanças da reforma (CBS/IBS) sobre as margens de lucro e precificação.
- Avaliar a viabilidade de adoção de designações especiais ou regimes optativos.
3. Implantação de estratégias fiscais
Após a simulação, parte‐se para a implementação das decisões:
- Alteração de regime tributário (se vantajosa), mudança de plano de faturamento, reestruturação societária ou patrimonial.
- Revisão de contratos, políticas de transferência, e de precificação — alinhados com a nova realidade fiscal.
- Governança fiscal robusta: controles internos, documentação, compliance tributário e integração entre sistemas.
4. Monitoramento e ajustes contínuos
O planejamento tributário avançado não se encerra com a implantação. Em um ambiente de mudança, é preciso:
- Acompanhar a evolução da regulamentação da reforma tributária.
- Ajustar periodicamente os cenários com base em desempenho real, indicadores financeiros e novos riscos.
- Treinar equipe interna e contar com apoio externo especializado para adequação.
Estratégias específicas para redução de riscos e custos
Escolha de regime tributário
A correta escolha de regime ainda é uma das alavancas mais eficazes de um planejamento tributário avançado:
- Empresas com faturamento mais baixo podem optar pelo Simples Nacional, desde que analisem a carga efetiva e se esse regime continue vantajoso em 2026.
- Para faturamentos maiores ou margens específicas, o Lucro Presumido ou Real podem oferecer benefícios — mas exigem planejamento e controle adequados.
Aproveitamento de incentivos fiscais
Identificar e utilizar benefícios fiscais é outra tática relevante:
- Setores ou regiões com benefícios locais ou federais podem reduzir custos tributários.
- Revisar se os incentivos estão sendo mantidos ou se há mudanças por conta da reforma.
Revisão de modelos operacionais e contratuais
Com a reforma em curso, a revisão de contratos e operações torna-se estratégica:
- A mudança no local da operação (destino) para determinação da incidência do tributo exige analisar cadeias de fornecimento e logística.
- Negociar com fornecedores, revisar cláusulas de repasse de tributos, e garantir que os contratos estejam atualizados a novos regimes.
Estrutura societária e distribuição de lucros
Em 2025, as empresas devem considerar o impacto de alterações possíveis, como tributação de dividendos, ainda em discussão, bem como a estrutura de holdings:
- Muitas fontes apontam que a tributação de dividendos será uma realidade em breve, o que demanda antecipação no planejamento.
- Avaliar se há vantagem em reter lucro na empresa para investimento ou distribuir, levando em conta os possíveis impactos tributários futuros.
Tabela comparativa de estratégias e benefícios
| Estratégia | Benefícios Esperados | Riscos a Mitigar |
| Escolha de regime tributário | Redução da alíquota efetiva, melhor alinhamento operacional | Permanecer em regime desvantajoso |
| Aproveitamento de incentivos | Economia fiscal, reinvestimento em negócios | Falha na documentação ou comprovação |
| Revisão de contratos e logística | Maior eficiência fiscal e operacional | Desalinhamento com nova incidência territorial |
| Estrutura societária e lucros | Otimização da distribuição de lucros ou reinvestimento | Mudanças legislativas desfavoráveis |
| Monitoramento e compliance | Menores erros, menor risco de autuação | Falta de adaptação a legislação em evolução |
Como a DHF Assessoria Contábil pode apoiar esse processo
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